Quando um governante dá um pouco
menos de atenção a determinado setor social para que outras necessidades da
nação sejam atendidas (e aí se pode tomar como exemplo presidentes que
favoreceram a industrialização e não priorizaram as reformas de base, como JK),
apesar dos descontentamentos provenientes do setor desfavorecido (que podem até
vir a derrubar o detentor do poder), pode-se dizer que o governante não foi de
todo ruim, pois pensou no bem da nação, à sua maneira. O caso crítico a que me
refiro é quando a má administração é fruto da ganância de um político que
prioriza o seu bolso, enquanto cidadãos morrem esperando atendimento
hospitalar, ou sofrem com a insegurança nas ruas, decorrente de investimentos
mal direcionados.
É extremamente difícil visualizar,
com precisão, o gerador desse problema. A corrupção é um aspecto que deriva do
caráter, da essência da personalidade do indivíduo. Além desse fator
problemático, existe outra pergunta a se fazer: estaria Brasília “projetada”
para corromper os que chegam ao poder? O deputado, senador, ministro ou até
presidente que assume acaba, inevitavelmente, tendendo à corrupção por não ter
opção melhor? Se estiver assim a situação, temo pelo futuro do nosso país.
Necessitaríamos de mudanças extremamente drásticas, revolucionárias. E nunca se
sabe qual seria o preço a se pagar para mudar tão drasticamente.
Resta agora torcer pelo aparecimento
de mentes altruístas, de políticos com visão ampla e vontade de fazer o país
evoluir. Que não haja mais dinheiro público parado em pouquíssimas mãos, mas
sim aplicado, agindo, fazendo algo de bom. E viva a República.
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